algo se esconde entre um dia e outro. em meio a um intervalo, algo se esconde sob os pés descalços: pegadas na areia. o caminho até um outro lugar. entre as coisas esparramadas e algum desleixo, algo que se esconde entremeios aparece: debaixo das sobras, imiscuído sob a pele, no ritmo ou na música. num cheiro que evanesce. sempre. nos intervalos tem sempre um tom que atravessa esvoaçante. algo que tateia e desliza por sob o azul. por debaixo. depois tem névoa e perfume no ar. um pedaço que fica e outro que vai. fragmento de uma ideia antiga e corroída que agora é sedimento e chão. caminho de percorrer e sacudir. de deixar fugir. e feito todo em universo, caber assim. na concha das mãos.
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