
POEMETO PROSEADO PARA PAIXONITES AGUDAS E CURÁVEIS
foi quando olhou de lado e fez uma ruguinha no canto do olho. cócegas do universo bem debaixo da perspectiva-possibilidade do arco-íris. atrás tinha um cinza tempestade tentando varrer o tempo. aí depois falou qualquer coisa que não lembro. mas tinha um roçar de pêlo e pele pelo antebraço na frente. era o quê mesmo? desculpa. aí depois tinha um riso no canto da boca e aquela música mambembe atiçando o horizonte e a lua. é, tinha a lua. tinha tanta cor lá em cima (até o cinza que de quando em quando se abria em raio de luz e silêncio). depois tinha a noite que viria depois dos raios de luz. o roçar dos pneus no asfalto e outro sorriso no canto da boca, debaixo da ruga do olho olhando ainda assim, de lado, tudo de bom que há nessa vida ♯♯♯
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