quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

VIVER FAZ BEM À SAÚDE




Falam tanto em coisas que fazem bem para a nossa saúde! Dieta mediterrânea, suco vivo, dieta de acordo com nosso tipo sanguíneo, 10 copos de água por dia, um copo de água em jejum, jejum depois das 20 horas, café. Tomar só água por três dias. Comer só melancia durante uma semana. Arroz e feijão. Jejum absoluto. Incrível. A lista é interminável. É tanto o que nos dizem, tantas novidades e reedições e revisão de coisas e conceitos, que ficamos até na dúvida sobre mudar nossos hábitos... O que é certo afinal? Equilíbrio parece uma opção mais razoável do que “comprar” filosofias e dietas que não nos pertencem. Quando fazemos isso temos que ter em mente o processo das coisas. Pois se a soja faz bem às japonesas, é preciso saber que elas a ingerem quase cotidianamente desde a mais tenra idade. Se yoga faz bem à saúde corporal e mental dos hindus, do mesmo modo é preciso saber que há uma filosofia por trás da prática, uma filosofia implícita na vida. Nos dois casos uma coisa endossa a outra – filosofia e prática - de modo que se saímos “comprando” idéias parciais, viramos marionetes atrás de modismos. Porque vira uma mudança sem profundidade. Equilíbrio é a chave. Até para poder sair dele de quando em quando. Olhar a vida e as coisas incríveis que ela oferece como “pílulas diárias” de saúde. Uma aula que te enche de novos conhecimentos, um professor que te faz “levitar” pelas coisas novas que acrescenta. Um livro que te faz viajar sem sair do sofá, ou da rede. Ficar às vezes na rede balançando no ritmo do impulso é algo que faz muito bem para a saúde. Tomar banho de chuva. Tomar banho quentinho. Tomar banho gelado no verão. Ficar de molho na agüinha do mar, na aguinha do rio. Preparar um prato que você está com muita vontade de preparar e comer. Uma delícia. Oferecer esse prato aos amigos – delícia sem preço. Ver alguém feliz é muito bom. Participar de algo que pode fazer alguém feliz, tanto melhor. Ter parte num projeto que beneficia um bom punhado de gente. Coisa sem preço. Errar e ter consciência de que isso é “absolutamente normal” faz muito bem para a saúde. Acertar depois de ter errado é muito bom. Enche a gente de bons hormônios. Enche a pele de viço. Um olhar apaixonado de alguém eleva essa sensação à enésima potência. Saber que alguém te ama com amor despreendido. Se fosse medicamento, estaria em falta. No cosmos. Amar alguém com amor despreendido? Cura quase todos os males. Então façamos o seguinte, vamos procurar comer direitinho, nos alimentar bem dentro possível, esquecer um pouco esses pacotinhos, enlatados e coisas do gênero e vamos amar muito e nos permitir ser amados. Sobretudo amar a nós mesmos. Podemos perder um amor, mas não o amor próprio. Sejamos nossos melhores amigos. Vamos permitir o que chamam por aí de vacuidade. Palavrinha complicada pra dizer que o que vale mesmo é conceber e aceitar a vida na sua imperfeição. E em tudo que pode haver de barroco nela. (Salve Aleijadinho!) Aceitar a nós, ao outro e a vida na sua imperfeição e beleza.

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