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POEMA DE AMOR CONCRETO (muito embora, substantivo abstrato...) rebento.
olha, esse poema não tem motivo nem razão. não é sobre aquele instante, nem mesmo o fugidio. é sobre antes, sobre o vento, sobre a canção que tinha no meio. não é sobre o infinito (mesmo esse entre aquele e agora). nem é sobre antes. é talvez sobre silêncio. sobre coragem. esse poema não fala de distância. não fala de caminho. nem mesmo fala daquilo que escapa - de mãos que se soltam, (mesmo assim, balançando ao longo do corpo) - no meio do caminho. não fala sequer do que não se disse e se deixou ficar na borda, entretido em grãos de areia, (bem ali, vê?). é talvez sobre cor. sobre cócegas nos pés em meio ao caminhar... aliás, esse poema não é de amor e nem é para você. tampouco tem a ver com os riscos do seu sorriso ou do meu. é talvez sobre um instante em que o ar suspende e sem ao menos saber como, a gente fica sem ar.
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