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SERENDIPTY

serendipty

naufrago e volto à tona. procuro ser paciente para ver as pontes... estar pronta quando o acaso chegar :) quem disse isso? Pasteur :)

"o acaso só favorece a mente preparada"



Talvez por isso mexer em gavetas... guardar coisas. A vida é um acumulado de gavetas repletas de coisas raras. Uma porção delas. Umas de abrir todos os dias, outras de trancar e jogar a chave fora, para nunca mais ter que abrir. Tem gaveta até de caber dentro. De trancar por dentro e engolir a chave. E quem sabe alguém possa arrombar. Nos resgatar. Ou não. Gavetas de esconder e gavetas de desvendar.  A vida às vezes coloca explosivos naquilo que a gente não quer ver... E booomm!!! Gavetas vão para os ares.Tão bom isso. Talvez por isso viro as gavetas em cima da mesa. Uma a uma eu viro. É então  que acontece a magia: serendipty. 

Deixo aqui a letra de música da Déa Trancoso que fala assim... :

"capte o vigor das escolhas  felizes.. opte pelo pote no fim do arco íris.. e serendipty lhe dará a mão. alegria que invade. acalme a brasa do mundo que arde... e serendipty lhe dará a mão. corra pra ver o sol. abra os olhos pro céu. descanse pra brisa da noite. dê um tempo pra estrelas. faça escolhas felizes. seja feliz por favor. aqui, em Pequi, onde for".




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Como minha avó, eu poderia dizer que amor é quando, juntos, se come um saco de sal; ou quando de um limão, se faz uma limonada. (mas com ou sem açúcar? ); eu mesma poderia dizer que amor é quando se faz um poema. quando se faz uma canção... quando se canta uma canção, pode ser amor. 
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MOVIMENTOS EM SI MAIOR ou TOCA RAUL

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como o sangue é rio que irriga a carne, definir é para quando se pode e do jeito que é possível - são afirmações que capturo enquanto permaneço não essencial - tão somente unidade de informação e multiplicação e enquanto, jardim e orvalho, sorrio o doce-amargo de um hiato.
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quer saber? toca Raul :)

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sim, estou um pouco desgarrada; um pouco sonâmbula. é que tudo anda meio esquisito e talvez sem explicação. mas sim. acho que se fosse comida, coisa dentro da gaveta e até um poema, claro que seria sorriso dentro dos olhos, boca na pele e som da voz tilintando dentro. acho que sim, se fosse desenho, haveria um canto em branco para preencher. fosse sonho, ainda que acordado, haveria um rubro no ar a avermelhar bochechas. talvez fosse um caminho, e a pele e um roçar de braços no caminho. mas se fosse sonho mesmo,  dentro do sono,  depois dele talvez amanhã; talvez café. e se acaso durasse, sonho e vida, vapor, súplica e assovio; apesar da exatidão matemática e das flores rabiscando o chão, sim, ainda estaria aqui: cativa entre hábitos, maravilhas e aberrações.