quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ladeando o que pode ser ter 50 anos, penso sobre princípios de aerodinâmica e combustão. Gisele, uma amiga toda afeita em pequenas magias e coisas transcendentais escuta meu desabafo: “Gi, preciso de uma garrafada! Aloe vera e formol juntos será que me adiantam? Resolvem meus problemas?” Gargalhamos juntas. Gisele diz que para quase todas as coisas, precisamos apenas de dois dias. Não tem quaisquaisquais;
seja para iniciar um regime, cair na esbórnia, aceitar ou não uma proposta, mudar a vida em tudo ou em nada: Uma cesta de métodos mais dois dias de concentração e tudo se resolve. Não vai ter aloe vera que faça páreo! Quanto ao formol, nem pensar, não é? Por acaso você deseja, aí bem no seu fundinho, estacionar esse estado de coisas ou qualquer outro? O movimento rejuvenesce, amiga! Sei bem que os fios soltos existirão apesar de algumas certezas e palavras de conforto. Palavras rede que agora me parecem aprisionamento diante da fome e do existir borboleta... um modo de existir que parece pétala, parece flor que dança com o vento. Harmonia delicada entre a força que impulsiona as asas para um voo e um viver que é tão fugaz. Um estado de fenômeno levado às últimas consequências. Feito sopro de hálito quente que precipita a transformação da lagarta em borboleta. Penso se são desajustes hormonais ou apenas um tempo de intensidades.  Seja como for, se o tempo não pode ser revertido, a mudança cabe no oco da mão e espera, sorrateira, por sopros de ar quente. 

Postagem em destaque

SOBRE QUESTÕES RESPIRATÓRIAS E AMORES INVENTADOS

http://metropolitanafm.uol.com.br/novidades/entretenimento/imagens-incriveis-mostram-a-realidade-das-bailarinas-que-voce-nunca-viu...