domingo, 21 de fevereiro de 2016

SOBRE ORFANDADES



Ilustração: Kátia Canton
enquanto, na cochia, me azula o amor que sinto; ao fim de tudo, de todas as coisas, ao fim e ao cabo, resta um abismo e uma angústia: se não se salta, não se compreende. talvez por isso é que eu desmato o caminho e sibilo entre saltos pequenos e outros nem tanto; enquanto, no banheiro, um pernilongo inerte morre aniquilado.


estou descolonizada: captação, síntese e invenção são fronteiras com que deparo na orfandade. é o fim do ato? onde ficam as saídas? 

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