ROMANCEAMENTOS


ROMANCEAMENTOS


não é pelo relato dos juros, correção monetária ou pelo dinheiro que me chega via caixa postal; mas porque devo admitir, embora muito me custe, que sibilo ainda ao lembrar dele. faço isso contínua e silenciosamente. é inútil. mas não é estranho. modelo o barro e me embalo na rede antes e depois das febres como um rubro gesto de atear fogo em abismo. aqui não brisa tanto e, ainda assim, permaneço equivocada e conjugando verbos manuelinos. é então que tomo, sem pestanejar, o trem noturno para Lisboa. nada mais de albergue espanhol ou balas de caramelo. o closet passou a língua nas coisas, o amor ficou nos tempos do cólera e eu na antiga cadência. no fogo que o vácuo fez.

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