quarta-feira, 22 de julho de 2015

ROMANCEAMENTOS


ROMANCEAMENTOS


não é pelo relato dos juros, correção monetária ou pelo dinheiro que me chega via caixa postal; mas porque devo admitir, embora muito me custe, que sibilo ainda ao lembrar dele. faço isso contínua e silenciosamente. é inútil. mas não é estranho. modelo o barro e me embalo na rede antes e depois das febres como um rubro gesto de atear fogo em abismo. aqui não brisa tanto e, ainda assim, permaneço equivocada e conjugando verbos manuelinos. é então que tomo, sem pestanejar, o trem noturno para Lisboa. nada mais de albergue espanhol ou balas de caramelo. o closet passou a língua nas coisas, o amor ficou nos tempos do cólera e eu na antiga cadência. no fogo que o vácuo fez.

Postagem em destaque

SOBRE QUESTÕES RESPIRATÓRIAS E AMORES INVENTADOS

http://metropolitanafm.uol.com.br/novidades/entretenimento/imagens-incriveis-mostram-a-realidade-das-bailarinas-que-voce-nunca-viu...