terça-feira, 24 de dezembro de 2013


LUZ E SOMBRA
 
A luz, quando ilumina o que está escuro, propicia a possibilidade de se enxergar. Ao menos, aponta algo. Pode ser forte e ofuscante, às vezes clareando ao ponto de cegar, e pode ser um pontinho bem fraco e suave como vindo de um abajur. Cria clima. Favorece ângulos. Evidencia defeitos. Evidencia a vida como ela é. A luz, entre outras tantas coisas, é fenômeno que propaga energia e potencializa a crença no caminho. Na melhor das hipóteses, favorece e sustenta o passo. O que é iluminado pode também refletir. Que nem a lua. E dentro da imensidão das coisas relativas à luz, uma parte refere-se ao que pode se iluminar enquanto letras formam frases e frases formam ideias e pensamentos vão se tecendo dentro da gente. Quanto mais pensamos, mais vemos o assunto se iluminar e criar perspectivas. Perspectivas são talvez como as lentes fotográficas; filtram o olhar, dão convergência, divergência, distorção, profundidade de campo, mais ou menos foco e outros tantos artifícios que fazem parte do universo de fotógrafos, iluminadores e diretores de imagem. Ao fim voltam para nós e não podemos mais fazer de conta que não vemos... o olhar se abriu :) Mas muita luz também pode confundir; e talvez por isso certas vezes preferimos a sombra. Mas cá entre nós... sombra não é, necessariamente, conforto. A luz é cinematográfica. A sombra também. Ambas alteram a perspectiva e mexem com o imaginário. Escondem, evidenciam, nublam e abrem o olhar de quem olha. E a partir de apenas um olhar, todo um novo jogo de perspectivas pode começar... Jogos da vida. Nesses dias, desejo luz e sombra para todos nós. Perspectivas para descortinar o que se mostra e o que se esconde. Em nós e fora de nós. Eis aí uma das faces do grande mistério que é atuar nos palcos da vida.

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