quinta-feira, 2 de junho de 2016

SEMANA ASTROLÓGICA: PERDIDOS NO FRENESI OU: COMO EU PODERIA FALAR DE PREVISÕES NÃO TENDO DONS PARA TAL ?

Semana Astrológica: Perdidos no frenesi ou: Como eu poderia falar de previsões não tendo dons para tal ?




antonio mora
Eis que maio chegou ao fim, e já adentramos junho em meio ao caos que permeia as grandes mudanças. Finalizar é a palavra para os próximos dias :) Durante isso, Vênus, segue o Sol de perto preparando-se para a Conjunção Superior Sol-Vênus que acontecerá na segunda, dia 6. Tudo de bom, né? de astrologia não entendo, mas simbolizo sol com alegria, vida e vontade e Vênus com amor e paixão :) aí fecha, né? 

Se o período requer cautela, os instrumentos e o caminho a desvendar se desenrolam de forma caleidoscópica. O negócio é lançar mão do que puder:  de fichas enferrujadas, ocas e sem lastro ao mais genuíno que há em nós. Escavando mais, Mercúrio, atual regente do Sol e de Vênus, forma um Grande Trígono com a Terra. cuidado!!! é melhor não julgar o livro pela capa e aguardar cenas dos próximos capítulos para se ter uma visão mais geral do cenário, antes de tomar atitudes que possam gerar arrependimentos… mas…. arrependimentos são parte da beleza de algumas rugas, né? eu acho. mas nem tudo são trevas! A Lua abre a semana na fase Minguante em Peixes. Viaja ligeira por Áries, onde se torna balsâmica na quarta-feira para começar a crescer. Reconforta-se em Touro e se renova em Gêmeos, e eis que já será Nova no domingo. Mas nada de ilusões: continua mais atraente recolher as velas e aproveitar o isolamento para ruminar e observar o rumo dos ventos, antes de se lançar ao mar bravio novamente! São tempos de melindres. algo pesado e incerto. Poeme-se. Negocie com você mesmo e com os outros. negocie com a vida! e… o mais importante: comprometa-se! que sem isso não há nada :) só você e seu ego. mas esse for o desejo, voilá!!! só não tenha esperanças vãs… a despeito de todo (des) comprometimento com a vida e a poesia, podemos simplesmente evitar embarcar nesse ou qualquer outro frenesi. Pode ser bom, por exemplo, estar com alguém sem precisar falar. enfim… falar pra que?…

terça-feira, 24 de maio de 2016

SOBRE SALTOS, ILUSÕES OU Por Quanto tempo se pode viver em apinéia?



vou primeiro: me atiro e mergulho em meio ao susto, a cólera e os passos (mal) calculados. o corpo quase inerte na água que borbulha e se movimenta. confronto o mar. há uma hipótese até que se esgote o saldo de sinais e todo o cheiro se esvaia. deixo o vento ventar o que quer que seja. crepitar as águas. depois elas vão se incumbir de devolver as coisas aos seus lugares. até a temperatura do corpo. enquanto isso, descaradamente, eu finjo e não me desespero. 





desaprendi a respirar fora da água.

terça-feira, 17 de maio de 2016

SOBRE PROPOSIÇÕES

sobre proposições 

a inexatidão dos vocábulos.
a perfeita trama dos fios.
a seiva em torno do tronco.
as reticências.
os ossos; o caminho e o caminhar.
o olho,  o cisco e o sopro.
a brisa, e até o enviesado do olhar.








Tudo é ausência antes da explosão:


segunda-feira, 2 de maio de 2016

CRÔNIQUETA DE MAIO

Fotografia: Clô Zingali

Ei, presta atenção: Vambora fazer a hora? é maio. de novo é maio. é maio e talvez não importe o que eu poderia falar: mas talvez. talvez as folhas por cair, o frio nas ruas. noites com fogueira. pinhão na brasa ou na panela e casacos no armário. talvez isso. talvez não. de novo é maio e de novo noivas, mães, e até as flores de maio. a pele e o tecido sobre a pele. o que teço. trama por trama. as paredes que fazem a casa. as folhas que entremeio caem e as coisas que entremeio voltam. campos e fomes. passos aos dois anos. braços dados ou não. outros maios. outras cores. até as mãos um dia nas cordas de um violão. as mãos agora na corda do violão. a música. de novo é maio: no jardim ou atrás dos muros da casa. debaixo do que é terra, debaixo do que é semente e adubo. do que espelha em nitidez no céu, na água e até na pedra. de novo é maio e maio é flor da pele. é caminho para o infinito entre bordados de fiar, desfiar e fazer história. aqui ou em Pequi. coração juventude e fé. de saber a hora e fazer acontecer. na linha, no buraco e na ponta da agulha, um desejo que corta, projeta e faz chão pra amanhã primavera. vambora fazer a hora?
  

sexta-feira, 22 de abril de 2016

prosaIMPERATIVApoética





prosaIMPERATIVApoética


olha, moça bonita, veja, já quase finda abril. olha o que há entre os escombros; escuta a canção que vem das cordas do violão. repara no tecido que sobrevem da trama dos fios onde tece o infinito. sente: há no no ar um perfume. um perfume de begônias.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O RESTO É SILÊNCIO





ilustração: http://tanglebrasil.blogspot.com.br/2011/06/o-resto-e-silencio-rest-is-silence.html#axzz45U2TWvMw











imbricada na memória e na rocha;
urdida na prosa e no tempo;
embebida em saliva e sal;
sibilo.
se a hora se apresenta perpétua, deflagro as cores e os tons daquilo que fala.
nada concreto além de um oco. mas zumbe.
em qualquer tempo,
tem espessamento a dor de nascer:
ato pretérito, manhoso e baldio.
um sem número de rios invertidos: desvios e canais;
o doce e o sal. 
talvez por isso misturo a areia da praia com o que resta de cinza; interrompo a fuligem no espaço e (preteritamente) talho o futuro em pequenas partes. 
definitivamente, o resto é silêncio.

Postagem em destaque

SOBRE QUESTÕES RESPIRATÓRIAS E AMORES INVENTADOS

http://metropolitanafm.uol.com.br/novidades/entretenimento/imagens-incriveis-mostram-a-realidade-das-bailarinas-que-voce-nunca-viu...