Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2016

SOBRE SALTOS, ILUSÕES OU Por Quanto tempo se pode viver em apinéia?

Imagem
vou primeiro: me atiro e mergulho em meio ao susto, a cólera e os passos (mal) calculados. o corpo quase inerte na água que borbulha e se movimenta. confronto o mar. há uma hipótese até que se esgote o saldo de sinais e todo o cheiro se esvaia. deixo o vento ventar o que quer que seja. crepitar as águas. depois elas vão se incumbir de devolver as coisas aos seus lugares. até a temperatura do corpo. enquanto isso, descaradamente, eu finjo e não me desespero. 




desaprendi a respirar fora da água.

SOBRE PROPOSIÇÕES

Imagem
sobre proposições
a inexatidão dos vocábulos.a perfeita trama dos fios.a seiva em torno do tronco.as reticências.os ossos; o caminho e o caminhar.o olho,  o cisco e o sopro.a brisa, e até o enviesado do olhar.







Tudo é ausência antes da explosão:

Imagem
A EXistência precede a essência :)


....caminhe!

SOBRE CAMINHAR

Imagem
SOBRE CAMINHAR 
certas horas me embrenho no escuro e lapido o que borbulha e faz ranger os dentes; 
desvio dalguma mordida,mas não do que sangra.
continuo algo imprecisa. cicatrizes invisíveis. 
mais além, 
desvio das rosetas e absorvoo jasmim que emana e paira em meio aopasso. 

perfume a embalar.

CRÔNIQUETA DE MAIO

Imagem
CRÔNIQUETA DE MAIO

De novo é maio. É maio e talvez não importe o que eu poderia falar: mas talvez. as chuvas que estão por vir, até o frio e os casacos dentro do armário. as botas e noites na fogueira. pinhão e alegrias. Tudo isso porque, de novo é maio e de novo noivas, mães, e até as flores de maio. O tecido sobre a pele que quer desmanchar. Trama apor trama. As paredes que fazem a casa e o desejo de estar só. Tudo que quer voltar. Até os passos aos dois anos. Outros maios e outonos. Até as mãos um dia nas cordas do violão. De novo é maio: possibilidades morrem e nascem no jardim, atrás dos muros da casa e das certezas que evaporam. Maio é flor da pele. É caminho para o infinito e está cheio de bordados a fiar e desfiar. E dentro do buraco da agulha; o desejo que corta. Que seja então faca, tesoura. Lâmina. Que estabeleça limites outonais: claros e definidos como maio. 
É maio. A canção desfiada e desafinada segue na ponta da agulha. Ressoa no timbre das cordas. Canção de maio. Um bri…