O FOTÓGRAFO





Eu fotografo ideias e projetos para ver as estórias. Para capturar e interpretar o momento. É então que a imagem é bandeira que defendo; argumento que apresento. Se a vida é um evento, eu fotografo para conservar. Para guardar.  Feito poema onde guardo o que é primeiro plano e também o plano de fundo. Desarticulo para ver mais a gravidade da cena. E de novo interpreto. No fundo, sou contador de estórias e fotografo para guardar. Ontem, por exemplo, a vazante de águas raras e claras eram como janelas no manguezal; e eu interpretei a dinâmica da seca e da cheia naquele poema-cena. Feito mata ciliar, o que distancia e protege também põe em contato; provoca o conflito e o argumento; e eu sou espécie entre as espécies que fotografo.

Postagens mais visitadas deste blog

OUTROS MUNDOS :)

ODE PARA LUÍZA

AH O AMOR. O TAL AMOR...