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Mostrando postagens de Setembro, 2013

AMOR QUE FICA

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Entre tantas coisas, uma coisa.  Interação gravitacional. Plutônio + potássio + açúcar comum = bomba, injetar gasolina ou querosene em uma lâmpada e quando você acende = buuum!!! (sim, a onomatopeia é minha). Há também onomatopeias providenciais, um dia especial e talvez um neurologista que não entenda nada de amor. Mas ele pode dizer que, ainda que seja improvável, o recomendável é manter-se isento. Se o constrangimento piora a gagueira, eu não sei absolutamente nada sobre incêndios e preciso, desmedidamente, ganhar tempo antes de declarar o que sinto. Então ele me diz que nossa mente tende a encontrar padrões... Tende? Talvez por isso eu passe lustra-móveis em todas as portas antes do meu amor chegar. Pergunto ao neurologista quanto tempo precisarei para viver entre tantas coisas sem apenas uma? como manter o escrúpulo diante do que me aborda pela porta da frente? Ele sorri e diz que para abrir ou fechar a porta basta girar a maçaneta. Que todo o mais pode ser arbitrário ou adjacent…

SOL QUE NÃO SE MEXE

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Eu escrevo para escavar, relatar e resgatar a dinâmica que algumas coisas podem ter: tempo, duração e sentido. Por exemplo: Na noite mais longa do ano, o sol - ao longo de sua dança ao redor da terra, em um momento específico (sim, tudo tem a hora certa) - faz uma espécie de pausa para depois, lentamente, retomar o caminho de volta. Esse momento funda a noite mais longa do ano e recebe o nome de Solstício, do latim, solis + sistere: “sol que não se mexe”. Talvez, pelo motivo-pausa, esse seja considerado um período de recolhimento. Período onde o que o que é escuro subverte o que é claro; talvez para nos permitir um "chacoalhar" por dentro. Porque coisas e pessoas gravitam para nos alcançar e nos fazer balançar por dentro. 

BÁRBARA

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Acumulada em devaneios, se olha no espelho. Tira uma a uma as peças de roupa: a blusa última linha da boutique mais cara da cidade, o soutien "eu também tenho peito", o jeans vintage de preço surreal e a bota. Talvez devesse preparar uma mala mínima, comprar uma passagem no cartão de crédito do marido e embarcar parra Macau. Com os olhos amendoados,  permanecer impávida nas cercanias chinesas.do livro 40 Possíveis Maneiras de se Descascar uma Mulher, 2008
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por uma razão qualquer....dia qualquer.um lugar. eu e você.nós um. (nada qualquer se parece)
você melodia....eu desenho...uma partitura. uma escala de tons.
qualquer coisa de setembro insiste; apesar das flores no chão,apesar do aroma bem aqui (sente).digo qualquer coisa, te tirando da testa uns fios de cabelo; num roçar de mãos num dia qualquer,nos lábios debaixo de um dia de sol qualquer;e nos olhos depois, numa noite de pizza qualquer.
 (nesse lugar),nós um. (nada qualquer se parece)
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Ladeando o que pode ser ter 50 anos, penso sobre princípios de aerodinâmica e combustão. Gisele, uma amiga toda afeita em pequenas magias e coisas transcendentais escuta meu desabafo: “Gi, preciso de uma garrafada! Aloe vera e formol juntos será que me adiantam? Resolvem meus problemas?” Gargalhamos juntas. Gisele diz que para quase todas as coisas, precisamos apenas de dois dias. Não tem quaisquaisquais;
seja para iniciar um regime, cair na esbórnia, aceitar ou não uma proposta, mudar a vida em tudo ou em nada: Uma cesta de métodos mais dois dias de concentração e tudo se resolve. Não vai ter aloe vera que faça páreo! Quanto ao formol, nem pensar, não é? Por acaso você deseja, aí bem no seu fundinho, estacionar esse estado de coisas ou qualquer outro? O movimento rejuvenesce, amiga! Sei bem que os fios soltos existirão apesar de algumas certezas e palavras de conforto. Palavras rede que agora me parecem aprisionamento diante da fome e do existir borboleta... um modo de existir que par…