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Mostrando postagens de Maio, 2010

SOLIDARIEDADE: há em mim, há em ti

SOLIDARIEDADE: há em mim, há em tiNo último dia 18 comemorou-se o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Este ano, com a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, que acontecerá entre os dias 27 e 30 de junho e cujo tema dá título a esse texto, pretende-se discutir e traçar novos rumos para a área. Na luta diária por uma sociedade sem manicômios, muitos são os desafios e as resistências a enfrentar. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) defende a substituição do modelo manicomial pelo tratamento em liberdade e a perspectiva da participação social. Para tanto, apóia a Lei da Reforma Psiquiátrica (nº 10.216/2001) e luta pela efetiva implementação dessa política que exige a transformação de muitas outras políticas. Convoca a sociedade ao olhar e à ação solidária que possam garantir igualdade na diversidade e cidadania plena a todos os sujeitos. A Reforma Psiquiátrica propõe a substituição do atual modelo hospitalocêntrico de reclusão por alternativas como os Centros de Atençã…

PRESENTE, PASSADO E FUTURO

PRESENTE, PASSADO E FUTURO

Nos últimos dias, o assunto FUTURO foi a tônica de conversas ao sol, à sombra, desfrutando da beleza do mar de um lado, do rio do outro e de pássaros desfilando seu voar. Já é passado. Mas a sensação mora em mim ainda. Bem perto. E foi futuro, quando segui para São Francisco esperando passar momentos assim. Do que se trata o futuro, afinal? E “aonde” mora esse surpreendente cavalheiro que açoita nossos pensamentos e brinca com nossas expectativas?


Para uns o futuro está logo aqui, esmurrando a porta e pegando de surpresa:


- mas já! Puxa... eu achei que teria tempo de me arrumar, de guardar dinheiro, de gastar dinheiro! Mas eu nem arrumei a casa, nem comprei o adaptador para tomada trifásica. Mal tive tempo de instalar o fio terra! Ah... Se eu soubesse. E agora, meu Deus! O que faço?


Para outros a visita nunca chega. São minutos, horas, dias, anos inteiros de espera e o dia a dia da mesma constatação:


- Não, ainda não. Estou esperando uma estiada no trabalho. Aí …

CARTA DE EMA PARA GERTRUDES

CARTA DE EMA PARA GERTRUDES

Querida Gertrudes,


Na última carta você me perguntou sobre as palavras que escrevi para aquela pessoa. Não sei se poderei explicar, mas tento. Queria muito mesmo falar com ela, e como não houvesse possibilidade, comecei a escrever. Foi tomar a caneta em minhas mãos e as palavras começaram a riscar o papel - como a formar desenhos que me antecipavam – diziam de mim e eu mesma não sabia. Não saberia dizer como elas nasceram. Se de mim, se da caneta ou mesmo se já habitavam algum espaço antes de estamparem o papel. De tanto não poder afastar de mim esse sentimento, talvez as palavras tenham resolvido me criar. As palavras me criando. O texto me percebendo logo que a caneta riscou as primeiras palavras e outras foram surgindo, se encadeando como uma grande corrente. Elas me criando e eu seguindo por caminhos que ora eu advinhava e ora advinhavam a mim. Me antecipavam as palavras.... Você acredita? Você me perguntou que sentimento é esse? Oh, eu não direi que é am…