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Mostrando postagens de Novembro, 2009

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

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55  FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE    30/10 a 15/11 de 2009





De 30 de outubro a 15 de novembro aconteceu a 55° feira do livro de Porto Alegre. Algo que não pode e não deve passar sem comentários. Porque é um exemplo. Porque é de dar água na boca. Aos que escrevem, aos que lêem. A todos. A geografia da cidade atravessada por uma Feira do Livro. Uma praça, ladeada por edifícios cheios de história; onde um dia comerciantes e quitandeiros se juntaram e onde também acontece hoje comércio de artesanatos diversos. Um lugar onde tanto se falou e se fala. Histórias da alfândega, dos comerciantes, dos mendigos, dos que sentam para ler livros, dos que a atravessam. Do espanto dos poetas. Um lugar estampado de palavras, de falas-palavras. Em cada caco do chão. E pela 55° vez, a edição de uma feira de livros. Por toda parte. Inclusive num hospital, onde a feira foi “improvisada” para as crianças que não podem sair terem acesso ao espírito da leitura, da festa. Terem acesso ao ritmo. Vida que pulsa…

NADA

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Crônica publicada no jornal A Notícia em 12 de novembro de 2009.

Nada, além de ser o contrário de tudo, a resposta que você dá quando perguntam: “E aí, alguma novidade?” (e você não tem nenhuma), o vazio do espaço (que sabemos que não é vazio), o que tem na caixa de chocolate quando você chega pra pegar e não tem mais nenhum; é também uma carta do tarô.
Muito interessante essa carta. Tirá-la numa leitura pode gerar decepção. A pessoa paga um tanto pra se consultar com aquela cartomante que dizem que é o supra-sumo, ou aguarda horas numa fila pra falar com um guru não sei de onde que promete dar todas as respostas e a carta tirada é o NADA. Aí você não se conforma. Pô... nada? Fui fazer uma sondagem e deparei com o possível significado da carta: shunyata. Um equivalente do inglês “nothingness”, que se você esmiuçar: nothing (nada) ness (partícula de negação). A negação do nada? O significado dela, basicamente, é o “tudo” que pode existir potencialmente no “nada”. Se o tudo não se apresen…

EDUARDA

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Crônica publicada no Jornal A NOTÍCA de Joinville em 29 de outubro de 2009.

Eduarda precisa de férias. Há meses vem notando fragilidades. Outro dia achou a chave do carro na lavanderia. O telefone celular esquece na bolsa. Pois se não toca ela até esquece que tem. Eduarda não esquece que não toca e então esquece que tem. O celular que não toca. A academia que não está indo. As duas consultas finais com o dentista que não arranja tempo para marcar. O marido que trabalha como máquina. Quando chega em casa ele desliga. Eduarda e o marido estão precisando de férias. Quando começam a perguntar quem tirou de não sei aonde o não sei o quê, já o sinal amarelo está aceso e o diabo é que não percebem o ringue instalado bem no meio da sala. Eduarda, mulher à beira de um enguiço, pensa se isso é justo com ela. Fica se amarrando com as roupas para lavar, a comida para fazer, o seminário de geopolítica que deve apresentar e essa maldita lâmpada que não ilumina nada. Essa lâmpada não ilumina nada! e…