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Mostrando postagens de Outubro, 2009
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http://poetasnosingular.blogspot.com.br/2009/10/tres-singulares-na-feira-do-livro-de.html quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Três singulares na Feira do Livro de Porto AlegreCristiano Moreira, Dennis Radünz e Marco Vasques farão debate sobre a literatura feita em Santa Catarina na Feira do Livro de Porto Alegre

Santa Catarina é o estado homenageado na Feira

A Feira do Livro de Porto Alegre contará com a participação expressiva da literatura catarinense durante sua 55ª edição, que começa nesta sexta-feira (30) e termina em 15 de novembro. Este ano, Santa Catarina comparece como Estado Convidado, e 15 escritores e estudiosos de literatura foram indicados para integrarem a movimentada programação da feira, participando de mesas redondas e divulgando seus trabalhos.
O catarinense Silveira de Souza será o escritor homenageado, em uma lista da qual também fazem parte Dennis Radünz, Carlos Henrique Schroeder, Rodrigo de Haro, Alcides Buss, Amilcar Neves, Clotilde Zingali, Ramone Abreu Amado…

SOBRE ESPAÇOS, AUSÊNCIAS E COISAS PARA SE FAZER

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Espaço. Um pedaço de margem branca depois que acaba o texto. Entre um texto e outro também pode ser. Espaço pode ser grande, mas é bom você delimitar. Espaço numa fita para gravar músicas. Como as cassetes de outro dia (porque o espaço entre hoje e o tempo das fitas cassete é muito pequeno). Agora é o espaço do CD, ou do pen-drive e outras tecnologias. É engraçado lembrar das fitas cassetes. O gravador fazendo aquele barulho para rebobinar. E quando a fita enroscava? Ah, era engraçado. Espaço é o que pode haver entre as pessoas quando elas estão com humor alterado. É o que você dá para as pessoas quando permite que entrem na sua vida. Espaço é onde os astronautas flutuam; os planetas todos orbitam no espaço. Espaço é um lugar que você precisa ocupar pra fazer algo melhor. E diz: -

me dá mais espaço, por favor. Espaço é o branco do papel, qualquer branco que se queira ou precise vencer. A tela do artista em branco ou não, é espaço. A casa inteira é espaço para a criança correr. Quarto…

OS CHEIROS

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Crônica publicada no Jornal a Notícia em 06 de agosto de 2009.
Eu realmente tinha planejado falar de raviolli, mas desde a publicação da crônica de Adália e Quasar venho recebendo mensagens que me fizeram mudar de idéia. Muito bacana saber das histórias envolvendo cheiros de várias ordens. De perfume, de comida, de lembranças, de fatos. Esse negócio de cheiro dá mesmo o que falar. E embora cheiro de raviolli seja muito bom e traga junto cheiro de amigos em torno da mesa, trabalhando juntos, preparando a massa e comendo, me pus a pensar em outros cheiros. Porque cheiro é um modo de a gente se “orientar”. Também pode ser um modo de a gente se perder. Mas se a gente pode se perder, também dá pra se achar. Como “cheiro da casa da gente”. É bom esse cheiro. Dá conforto. Dá aconchego. Cheiro de beijo na boca quando começa a pegar fogo. Cheiro de roupas limpas secando no varal (nem precisa usar amaciante pra cheirar gostoso). Cheiro da roupa de alguém com restinho de perfume. Cheiro de mar.…

DOIDA OU SANTA?

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Crônica publicada no Jornal A Notícia de Joinville em 08 de outubro de 2009.
Maria Angélica, que já completou 40 anos há algum tempo, sentada diante de um espelho, fica parodiando Adélia Prado. De tanto ler o poema já nem precisa mais do livro apoiado sobre suas pernas. Mas ele lá está. Olha mansamente a imagem instalada, invertida. Respira e diz o trecho do poema: “Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa”. Pensa no que Adélia teria pensado ao escrever aquilo. Em quem teria se inspirado? De todo modo é uma temática semelhante à que sente agora diante do espelho. Uma inquietação. Um desassossego diante da vida que se apresenta na mais absoluta impermanência. Sabe lá em que situação imagina o amor a arrebatá-la e ela mesma suspensa pela vida que não para. E ela envelhece enquanto pensa. E envelhecendo é arrebatada pelas dúvidas que não a habitavam antes. Pensa de que maneira poderá sucumbir ao amor que sente se não é mais jovem. Olha o livro sobr…

S.O.S. RIO CACHOEIRA

Crônica publicada no Jornal A Notícia de Joinville em 01 de outubro de 2009.

Sábado último, depois de voltar do Mercado Municipal com friozinho e chuvisco intermitente, no aconchego de casa dormi um soninho gostoso e sonhei. Sonhei com a capivara que tínhamos visto na margem do Cachoeira e que tanto nos impressionou; ela não era sobrevivente em meio a um esgoto a céu aberto; era sim habitante de um rio despoluído que cortava a cidade, margeado por calçadões, decks, árvores e jardins. Uma Cidade-Parque, onde natureza e seres humanos conviviam em harmonia. Andava sozinha e por vezes em pequenos bandos. Os filhotes a se engraçar na mata ciliar. E lá na parte de trás do mercado, onde os carros se juntam, era um outro espaço voltado para o rio vivo, para o desfrute. Mesinhas espalhadas e convívio. Muita gente ali, joinvilenses e turistas. E falando em esgoto e gente, dois conjuntos de banheiros, masculino e feminino, lá estavam para os usuários. Uma beleza, leitor! Banheiro limpo, papel hig…